domingo, novembro 13, 2005

Palavras que ferem.

Estou acompanhando o desenrolar das manifestações nas ruas dos suburbios de Paris. A conclusão que incicialmente cheguei, inicialmente, foi que, tudo não se passava de mais uma declaração de um representante do povo, que do povo só conhece números e estastícas. Não recrimino as pessoas que fazer essas manifestações, acredito que tudo tem seu ponto limite, mas, também não acredito que vão chegar a algum ponto que melhorará a situação das pessoas que vivem nos suburbíos e nos chamados 'guetos' franceses.

Mas o que venho aqui divagar não é sobre a situação francesa, apesar de ser de suma relevância. Porém, o que quero dizer aqui, é que temos que refletir muito quando desejamos expressar uma opinião ou chegar a julgar a alguém ou uma situação. Devemos refletir não só no ato de pensar, digerir a idéia, mas também no ato de se colocar no lugar da pessoa que está direcionada a crítica.

Muitas vezes um pedido de desculpa, não irá remendar o que o vento já levou. Isso me lembra uma parabola de um julgamento, onde o acusado estava sendo processado por difamação e injúria. O juiz o chamou para depôr e ele disse que escrevesse o seu depoimento, assim ele o fez. O magistrado, deu encerrada a sessão, porém antes solicitou que o acusado rasgasse o seu depoimento e o jogasse no chão. Na sessão seguinte o juzi deu seu veredito, condenando o acusado, o que ele questionou que fora apenas palavras que dissera e que não fariam mal nenhum a pessoa. Então, o magistrado pedira que ele pegasse o depoimento que havia rasgado e jogado fora. O que casou-lhe espanto e de imediato, dissera ser impossível, pois no momento deveria estar tudo espalhado, nunca seria possível encontrar todos os pedaços novamente. Foi ai, que o magistrado disse, assim como as suas palavras, ela se espalha e depois que se espalham é difícil de reuni-las de volta e desmentir uma mentira ou uma acusação.

Portanto, tomemos cuidado com a nossa língua, assim como ela pode acariciar uma pessoa, ela também pode destruir.