sexta-feira, novembro 25, 2005

Ponte metálica


Sem idéias para rabiscar, então postei essa foto de quando comecei a clicar com a minha câmera digital.

Manifesto Antropófago revisitado

Qualquer semelhança com o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, do ano de 1928, não se trata de mera coincidência!


Só o saci nos une. Sacialmente. Etnicamente. Culturalmente. No ano 449 da deglutição do Bispo Sardinha em Piratininga, e 75 anos após o lançamento do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, os saciólogos desta terra vão, aos pulos, convergindo em torno da única lei justa do mundo globalizado. O saci resgata nossa identidade, nossas raízes, o xis da questão tupi. Contra todas as catequeses do Império só nos interessa o que não é deles. A lei do saci.


Estamos fatigados de todos os colonialismos travestidos de drama roliudiano. O cinema americano devorando corações e mentes. Demente. No país onde dá status ter casa em Maiami e comprar em sales com 20% off. Estacionar no valet parking e pedir comida delivery. Por isso fazemos eco ao brado oswaldiano, contra todos os importadores da consciência enlatada. Oswald ainda grita, resquícios do nheengatú ecoando ao longe. Nunca admitimos o nascimento de Jeca Tatu entre nós. Só que o Jeca de Lobato resiste. Ele resiste ao Pato Donald, aos Poquemons, ao Raloim, às bruxas do Bush.

O instinto do Saci. Só Saci. Um Saci contra as histórias do homem que começam no Cabo Canaveral. A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. E os transfusores de sangue. Das veias abertas da América Latina. Antes dos norte-americanos ocuparem o Brasil, o saci já tinha descoberto a felicidade. Definida pela sacizidade de um antropófago, o próprio Saci. A transfiguração da Abóbora em carne seca. Antropofagia. Absorção do inimigo abóbora.

A nossa independência já foi proclamada no 7 de Setembro, em São Luís do Paraitinga. Expulsamos o imperialismo travestido de globalização hegemônica. Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada em Washington e Londres, a realidade sem complexos e sem penitenciárias do saciarcado de Pindorama.


São Luis de Paraitinga, 31 de outubro de 2003, ano da deglutição final da abóbora

terça-feira, novembro 22, 2005

La Sagrada Familia

Alan Parsons Project
Anthologie


Who knows where the road may lead us, only a fool would say
Who knows if we'll meet along the way
Follow the brightest star as far as the brave may dare
What will we find when we get there

La Sagrada Familia we pray the storm will soon be over
La Sagrada Familia for the lion and the lamb

Who knows where the winds will blow us, only a fool would say
Who knows if we'll ever reach the shore
Follow a rising sun with eyes that may only stare
What kind of fire will burn us there? What kind of fire?
Only a fool would say

La Sagrada Familia the wind has changed the storm is over
La Sagrada Familia for the lion and the lamb
La Sagrada Familia we thank the Lord the danger's over
La Sagrada Familia there's peace throughout the land

Under clear blue skies our voices rise in songs of glory
And for all those years our eyes and ears were filled with tears

Who knows where the world may turn us, only a fool would say
Who knows what the fates may have in store
Follow the light of truth as far as our eyes can see
How should we know where that may be? How should we know?

Then the angry skies, the battle cries, the sounds of glory
And for all those years our eyes and ears were filled with tears

Who knows where the road may lead us, only a fool would say
Who knows what's been lost along the way
Look for the promised land in all of the dreams we share
How will we know when we are there? How will we know?

Only a fool would say

La Sagrada Familia the war is won the battle's over
La Sagrada Familia for the lion and the lamb
La Sagrada Familia we thank the Lord the danger's over
La Sagrada Familia behold the mighty hand
La Sagrada Familia the night is gone the waiting's over
La Sagrada Familia there's peace throughout the land

Until the next time
Until the next time

La Sagrada Familia

terça-feira, novembro 15, 2005

To my foreign friends

People who don´t speak portuguese, forgive me, but when I start this blog I didn´t realiza people of another countries will be interesting to read my weak words, withou a strong meaning...only small thoughts about life, movies and anythings wich pass through my mind.... But now, I will try to write in two languages, portuguese and english..but sorry if my english was wrong or terrible, because I didn´t had pratice, but I will try to write better I could.

hugs from Brazil,
Rogério Caetano

Poesia natural


Poesia natural
Originally uploaded by Cataua.

domingo, novembro 13, 2005

Paciência

Paciência é uma virtude! Isso é um fato indiscutível, cultivá-la, é um trabalho direcionado a Hércules, isso é a mais pura verdade.

Palavras que ferem.

Estou acompanhando o desenrolar das manifestações nas ruas dos suburbios de Paris. A conclusão que incicialmente cheguei, inicialmente, foi que, tudo não se passava de mais uma declaração de um representante do povo, que do povo só conhece números e estastícas. Não recrimino as pessoas que fazer essas manifestações, acredito que tudo tem seu ponto limite, mas, também não acredito que vão chegar a algum ponto que melhorará a situação das pessoas que vivem nos suburbíos e nos chamados 'guetos' franceses.

Mas o que venho aqui divagar não é sobre a situação francesa, apesar de ser de suma relevância. Porém, o que quero dizer aqui, é que temos que refletir muito quando desejamos expressar uma opinião ou chegar a julgar a alguém ou uma situação. Devemos refletir não só no ato de pensar, digerir a idéia, mas também no ato de se colocar no lugar da pessoa que está direcionada a crítica.

Muitas vezes um pedido de desculpa, não irá remendar o que o vento já levou. Isso me lembra uma parabola de um julgamento, onde o acusado estava sendo processado por difamação e injúria. O juiz o chamou para depôr e ele disse que escrevesse o seu depoimento, assim ele o fez. O magistrado, deu encerrada a sessão, porém antes solicitou que o acusado rasgasse o seu depoimento e o jogasse no chão. Na sessão seguinte o juzi deu seu veredito, condenando o acusado, o que ele questionou que fora apenas palavras que dissera e que não fariam mal nenhum a pessoa. Então, o magistrado pedira que ele pegasse o depoimento que havia rasgado e jogado fora. O que casou-lhe espanto e de imediato, dissera ser impossível, pois no momento deveria estar tudo espalhado, nunca seria possível encontrar todos os pedaços novamente. Foi ai, que o magistrado disse, assim como as suas palavras, ela se espalha e depois que se espalham é difícil de reuni-las de volta e desmentir uma mentira ou uma acusação.

Portanto, tomemos cuidado com a nossa língua, assim como ela pode acariciar uma pessoa, ela também pode destruir.